Quando uma cirurgia simples muda uma vida inteira
Isabela Carazzato tem apenas 24 anos, mora em Garça (SP) e, até março de 2025, levava uma vida simples, dedicada e cheia de afeto. Era cuidadora da avó, alguém que sempre colocou o bem-estar do outro acima do seu próprio. Jamais imaginou que, ao entrar em um hospital para uma cirurgia considerada simples, sua vida mudaria de forma tão profunda.
A cirurgia para retirada da vesícula foi realizada pelo SUS, no Hospital das Clínicas de Marília, e conduzida por um médico residente. Isabela saiu da sala cirúrgica com a expectativa mais comum de todas: se recuperar e voltar logo para casa. Mas isso nunca aconteceu.
Pouco tempo depois da alta, já em Garça, Isabela passou a sentir dores intensas e constantes, sendo levada às pressas para a UPA. Em um episódio que causa estranhamento e angústia, ela recebeu uma mensagem do próprio médico que havia feito a cirurgia, que obteve seu contato por meio do prontuário, perguntando se ela estava bem. Ao relatar as fortes dores, ele solicitou que fosse feito um exame de bilirrubina.
O resultado veio alterado. Diante disso, o médico pediu que Isabela retornasse imediatamente a Marília, garantindo que ela seria internada. E assim começou um verdadeiro pesadelo.
A partir desse momento, Isabela passou a ser medicada diariamente com morfina e tramol na veia, sem que ninguém explicasse claramente o que estava acontecendo. A dor era constante. O silêncio, angustiante. Nenhuma resposta concreta. Nenhuma explicação sobre o erro que havia mudado tudo.
Somente após a insistência incansável de seus pais é que novas intervenções começaram a ser feitas — não para curar, mas para tentar corrigir o que havia sido feito na primeira cirurgia. Isabela passou por mais dois procedimentos. No terceiro, houve perfuração e raspagem do fígado, agravando ainda mais o quadro. Seu estado se tornou crítico. Ela foi levada à UTI, com exames alterados e risco real de vida.
Foram dois meses de internação, sofrimento físico, medo e incerteza.
Mesmo após nova abertura cirúrgica para limpeza de líquidos que vazavam internamente, afirmaram que “estava tudo bem”. Mas não estava. Desesperados, os pais buscaram ajuda externa e entraram em contato com um médico da Unimar, mas ele não aceitou o caso. Isabela corria riscos e ninguém conseguia resolver o problema.
Foi então que o Dr. Pedro Balbo apareceu. Muito honesto e humano, o Dr. assumiu o caso da Isabela mas esclareceu que a situação era muito ruim, Isabela poderia ir a óbito durante a cirurgia para tentar salvar sua vida.
Graças a Deus e a competência do médico, após 5h30 e mais de 60 pontos Isabela saiu do centro cirúrgico para a UTI com a correção do erro concluída.
Isabela ainda precisou passar por 6 transfusões de sangue e quase morreu por conta de uma reação aos medicamentos, a Síndrome de Stevens-Johnson. Isabela resistiu mais uma vez.
Após receber alta, Isabela tentou voltar a sua vida normal. Porém, um esforço básico a deixava cansada e ela começou a depender de sua família para realizar atividades diárias.
Além disso, Isabela precisou ser internada mais algumas vezes e foi descoberto que seu corpo, por ser um organismo jovem, estava obstruindo a nova anastomose feita para salvar sua vida. Isabela agora precisaria de novos procedimentos cirúrgicos para seu corpo se acostumar com a mudança dentro dele.
Essa nota etapa seria realizada por meio de um médico radiologista, de modo particular, em um processo menos invasivo. O procedimento incluiria a colocação de uma prótese a cada mês para que seu corpo aceitasse sua nova estrutura e cicatrizasse sem obstruir.
Sem recursos, a família tentou uma vaquinha online, que infelizmente não teve sucesso. Com a ajuda de familiares, conseguiram reunir o valor necessário para a primeira cirurgia particular, no valor de R$ 19.500,00, além de uma intercorrência de R$ 15.000,00
Isabela está com um dreno biliar, que gerou diversas complicações, além de dores constantes, que a impedem de levar uma vida normal.
Antes da cirurgia, Isabela cuidava da avó. Hoje, ela precisa de cuidados. Não recebe benefício algum, pois não era contribuinte. Sua rotina foi substituída por dor, limitações e incertezas. E o pior: o tratamento ainda não terminou.
No momento, Isabela precisa realizar três novos procedimentos, com custos estimados em quase R$ 65.000,00. A família já não sabe de onde tirar forças — nem recursos.
Esta não é apenas a história de um erro médico.
É a história de uma jovem que entrou em um hospital cheia de esperança e saiu com a vida marcada por dor.
É a história de pais que não desistiram quando tudo parecia perdido.
É a história de uma família que agora depende da solidariedade para que Isabela tenha a chance de voltar a viver com dignidade.
Ajudar é mais do que contribuir financeiramente. É devolver esperança.
Donativos CHAVE PIX: 47888036821
47888036821
Izabela Carazzato
Paulo Reis